(14/08)Educandos do Bairro Industrial recebem Cristian Góes para conversa sobre ética no jornalismo

14/08/2012, 17:18

* Manuella Miranda

 

Na tarde de ontem, 13, adolescentes e jovens do Bairro Industrial, inseridos no projeto Mídia Jovem, desenvolvido

Educandos assistem a palestra do jornalista Cristian Góes.
pelo Instituto Recriando em parceria com o Governo do Estado de Sergipe, Sergas e Oi Futuro, receberam o jornalista Cristian Góes para uma conversa descontraída sobre ética no jornalismo. Os educandos estão na 2ª fase do projeto, participando da oficina de mídia impressa com a oficineira Laila Oliveira. 

 

O palestrante, que já foi presidente do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe (Sindjor), e atualmente é editor chefe da revista Paulo Freire, falou sobre o assunto em questão apresentando sempre exemplos concretos, o que facilitou a compreensão entre os meninos e meninas. Em um primeiro momento, ele falou sobre a diferença entre ética e moral, o código de ética do jornalista e a liberdade de impressa. Para a oficineira Laila, a palestra sobre ética no jornalismo é muito importante para a continuidade do trabalho ao longo da oficina. “Acho que a relevância da palestra está em esclarecer para os meninos algumas dúvidas que eles ainda têm a respeito da mídia impressa. Além de incentivá-los no processo de confecção do produto final”.

 

Dando continuidade à conversa, Cristian Góes destacou o acesso à informação como um direito humano. Segundo ele, é fundamental que o ser humano tenha acesso a informações precisas e corretas independente da linha

Jornalista Cristian Góes fala sobre ética no jornalismo.
do veículo, que muitas vezes sofre influência dos seus proprietários. Contudo, esse direito muitas vezes não é respeitado, pois o jornalista não assume o compromisso com a ética jornalística e com o respeito ao leitor.

 

O palestrante lembrou ainda que além de ter acesso à informação, é garantido a todo cidadão o direito de informar. E nessa perspectiva ele destacou a proposta do Mídia Jovem de oportunizar que adolescentes e jovens exerçam o seu direito de comunicar, e principalmente, de transmitir informações sobre a realidade na qual estão inseridos de forma ética e responsável. “Conversar sobre o contexto da comunicação deverá ajudá-los no papel que estão desempenhando na oficina de mídia impressa. Acredito que a conversa serviu para que eles se reconhecessem enquanto fontes e produtores de informações de qualidade, mostrando a própria realidade”.

 

Após o debate sobre ética no jornalismo, o comunicólogo explicou um pouco a respeito do trabalho desenvolvido pela revista Paulo Freire, como uma mídia segmentada que pretende atingir um público específico, neste caso, os profissionais da educação. Para finalizar, os educandos fizeram perguntas e esclareceram dúvidas referentes aos tipos de textos jornalísticos, como entrevistas e reportagens; sobre abordagens das notícias; e sobre o papel do profissional de comunicação.

 

Para a educanda Thayná Silva, de 16 anos, a palestra foi bastante proveitosa porque possibilitou conhecer mais sobre o verdadeiro papel do jornalismo e do profissional de comunicação. “Como estamos na oficina de mídia impressa, a palestra dele sobre produção de informações para esse tipo de mídia vai ajudar bastante na confecção do nosso produto final. Com certeza, quando formos produzir o jornal, que será nosso produto final, tudo será lembrado e colocado em prática, principalmente com relação à ética”.

 

* Estagiária de Jornalismo do Instituto Recriando

 

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